segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Prejuízos causados pela política de transporte coletivo adotada em Foz do Iguaçu


Ao dificultar o acesso da população a um transporte coletivo digno e de preço acessível, os responsáveis pelo setor estão incentivando as pessoas a usarem mais seus automóveis, o que representa um prejuízo para o meio ambiente, já que, com mais automóveis rodando mais aumenta a poluição ambiental.

Além do aspecto assinalado acima, a nova sistemática de transporte coletivo adotada pela PMFI trouxe diversos transtornos para a população e para os trabalhadores do setor, a saber:

- diminuiu o tempo de descanso dos motoristas nos terminais. Antes era de 20 minutos, agora parece que foi para 10’. A saúde dos trabalhadores do setor fica em risco.
- houve aumento do índice de km rodado, o que causa estresse para os motoristas, que não param mais e tem que aumentar a velocidade para cumprir o itinerário em tempo, em virtude das alterações das linhas.
-o tempo para cumprir os itinerários diminuiu, causando multas aos motoristas, que, por pressa, acabam infringindo as leis de trânsito.
-motoristas e cobradores não conhecem direito o percurso das linhas propostas pelo novo modelo.
-todas as placas informativas do TTU foram alteradas, sem nenhuma orientação prévia. Motoristas e usuários ficaram perdidos.
-depois das 23:30 horas não há ônibus disponível para nenhuma região da cidade. Há um “toque de recolher”.
-as empresas iniciaram uma estratégia para amenizar descontentamento e insegurança decorrentes das mudanças geradas pela implantação do cartão único. Entre tais estratégias está a promoção de cobradores a motoristas.
-houve uma ausência total de comunicação sobre o sistema operacional implantado.
-houve a infeliz mistura da implantação do cartão com a alteração das linhas. Ao que tudo indica, mais uma vez as linhas e regiões foram divididas entre as empresas que assumiram a responsabilidade de oferecer transporte coletivo para a população.
- as mudanças foram justificadas pelos agentes como necessárias, em função da preocupação de segurança, já que a adoção do cartão único retira dinheiro dos ônibus.
-continua ocorrendo superlotação nos ônibus urbanos da cidade.
-os estudantes só gozam do direito de pagar meia passagem no horário escolar, como se deixassem de ser estudantes fora do horário das aulas. Além do mais, estudante também pode ir atrás de assuntos de interesse de seu aprendizado depois do horário das aulas (ir à biblioteca, por exemplo).
-a apregoada INTEGRAÇÃO através do cartão Único tem se revelado uma fraude, pois as pessoas muitas vezes têm que pagar duas passagens para chegar aos seus destinos. Tal integração deveria ser feita através de terminais de transbordo, como acontece em cidades como Curitiba.
A cobrança de preços diferenciados de passagem para quem paga em dinheiro e para quem tem cartão Único é ilegal, pois fere princípios que regulamentam a vida em sociedade.

ENCAMINHAMENTOS:

-Exigir que seja realizada a Conferência Municipal de Transporte Coletivo, na qual será escolhido um Conselho Municipal de Transporte Coletivo paritário entre os gestores, prestadores, trabalhadores do setor e usuários do mesmo.
-Investigação profunda a respeito dos assuntos elencados acima por parte do Ministério Público estadual e pela Procuradoria da União, tendo em vista que houve casos de não recolhimento de direitos sociais de trabalhadores por empresa permissionária do transporte coletivo.
-Conclamar a população local a aderir à luta do CDHMP.
-Ampla divulgação deste documento e do calendário de lutas a toda a imprensa local, estadual e nacional.
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